Convencionou-se chamar o dia 1º de abril de Dia da Mentira. Poucos sabem sua origem e abaixo transcrevo minha pesquisa, porém dá a entender que neste dia é permitido mentir, passar trote e tapear o próximo.
Na verdade, o que tem acontecido no governo deste país nos últimos meses e amplamente divulgado pelos meios de comunicação, nos faz pensar que a mentira já é tão comum e normal, que daqui a pouco vão criar um dia em homenagem a Verdade.
Quando ainda criança, nossas brincadeiras deste dia limitavam-se a esconder um lápis do colega, dizer que alguém está procurando pelo colega lá fora da escola, falar para mãe que não fez o dever de casa e remendar com um debochado: “1º de abril”. Lembro-me que o máximo da peraltice a que cheguei, foi tocar a campainha na casa de um visinho e rapidamente me esconder para depois ser severamente repreendida pelo meu pai.
Mas eis que estamos presenciando uma realidade nada condizente com a ética e os bons costumes. A simples descrição dos esquemas ilegais praticados à sombra do poder e negados com veemência pelos envolvidos na corrupção, segue na contramão do que aprendemos como sendo correto.
Estamos tendo de educar nossas crianças num mundo de conceitos morais dúbios. O que o adulto afirma como sendo verdade, pode cair por terra no primeiro noticiário da televisão.
Mas nem sempre foi assim e nem para sempre será assim.
Esta semana tivemos um exemplo de que “a mentira ainda tem pernas curtas”. O ex- ministro Palocci caiu porque um simples e humilde caseiro, imbuído da verdade desmascarou as mentiras sustentadas por quem deveria dar o exemplo aos brasileiros. Isto nos mostra que nem tudo está perdido.
O Dia da Mentira é uma brincadeira sem conseqüências e que deve ficar restrita a 1º de abril. Importante que você e eu continuemos a pregar a verdade dando bons exemplos a nossas crianças e que haja mais “caseiros” responsáveis que apontem o dedo e persistam na verdade.
Origem do Dia da Mentira: (Pesquisa Vikipédia)
Há muitas explicações para o dia 1º ter se tornado o Dia da Mentira. Uma delas diz que a brincadeira começou na França. Desde o começo do século XVI, o ano novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril. Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX da França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram comemorando pelo calendário antigo. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos, a convidar para festas que não existiam. Estas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.
Texto: Lisete Heidrich - Artista Plástica Oficina das Hortênsias |  | |